terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Olá amigos leitores!

Hoje vou mostrar um pequeno fichamento que utilizei para escrita do meu TCC.  Como sabem, é uma ferramenta muito importante pois, organiza as ideias e trás muita praticidade para a realização do trabalho, pode ainda ser usada para a explicação de trabalhos acadêmicos e pelos professores para organizar suas aulas.

Tipo: Arquivo em PDF
Assunto: Indisciplina na escola
Referência: 
FONTANNA, Ana Paula Antoniete Ferreira. Indisciplina na escola: de onde vem pra onde vai? Disponível em: http://www.unifafibe.com.br/revistasonline/arquivos/revistafafibeonline/sumario/11/19042010140846.pdf Acesso em 23/02/2017 21:00h

Resumo:
O artigo pretende mostrar as origens e as principais causas da indisciplina na escola. Tem como base a falta de limites e regras dentro da instituição familiar como o principal fator para o surgimento da indisciplina. Trás reflexões sobre possíveis formas de reverter esse complexo, levantando principalmente a importância do diálogo como fonte de prevenção ou eliminação desse fenômeno.

Citações:
 A falta de regras e limites em casa está diretamente ligada a indisciplina em sala de aula.
Içami Tiba afirma: “A educação ativa formal é dada pela escola. Porém a educação global é feita a oito mãos: pela  escola, pelo pai e pela mãe e pela própria criança/adolescente. Se a escola exige o cumprimento de regras, mas o aluno indisciplinado tem a condescendência dos pais, acaba funcionando como um casal que não chega a um acordo quanto a educação da criança. O filho vai tirar lucro da discordância pais/escola da mesma forma que se aproveita quando há divergências entre pai e mãe.” (Página 02)
[ Depois dos anos de 1960 e 1970, os estudos nos campos psicológicos e psicanalíticos, deram abertura para uma educação mais liberal, os pais não mais castigam os seus filhos pela desobediência , o que favoreceu o surgimento da indisciplina.]
Tomando como base a falta de limites no contexto familiar, cabe ao professor se preparar melhor para atender essas crianças. Porém, segundo Tognetta, os professores não sabem lidar com a indisciplina. “Quando as pessoas apresentam-se agressivas ou violetas, não se pode negar que tal comportamento é resultado de angustias, ansiedades  e preocupações mal  resolvidas. A maioria dos  professores sabe disso. O diagnóstico é sempre preciso, dizendo que as crianças trazem problemas de casa. A questão é que na maioria das vezes, ao tratar o comportamento tais professores desconsideram essas causas. Não nos damos conta que o tratamento dado a violência é também sinal dela. Quando uma criança é castigada, o que acontece nem sempre é visível aos nossos olhos. Kammi (1991 a) se refere a três possíveis consequências do castigo e das punições: as crianças  se rebelam, ou se conformam ou ainda calculam os riscos de serem pegas tendo um comportamento inadequado aos olhos do adulto. Por outro olhar, a criança castigada sente-se incompreendida, não amada. Há uma falta comum  entre nós de que “ a melhor defesa é o ataque”. Assim a criança age. Pode se sentir com tanta raiva a ponto de fazer ainda pior ou sentir-se tão pequena, a ponto de formar uma autoimagem  merecedora de castigos e incapaz de realizar quaisquer outras tentativas de satisfação pessoal.”  Tognetta (2004, p. 4) (Página 03)
[Professores tentam resolver o problema da indisciplina com ameaças ou punições agressivas para o ponto de vista do aluno, o que agrava ainda mais e funciona provisoriamente apenas para o professor]

O segredo para evitar atitudes indisciplinadas está na relação professor aluno. O professor quando sabe dialogar, pode fazer com que o mesmo reveja seus conceitos e sua postura evitando futuros comportamentos indisciplinados. (Página 05)
Sampaio (1997, p. 7) diz que:
“Para que a indisciplina não brote quase por geração espontânea, é útil que o professor tenha bem presente a importância dos aspectos relacionais com seus alunos. Se o professor continuar a valorizar apenas a sua função de instrução (transmitir conhecimentos), é mais provável que  os conflitos disciplinares apareçam. Para evitar tal situação, a Tonica da ação da escola deverá centrar-se na prevenção da indisciplina e não na forma de controla-la. Em resumo, a nível da nossa lente média, a escola deve começar por reorganizar-se, por desenvolver completamente o trabalho pedagógico, para o fato de prevenir a indisciplina. Muitas iniciativas atuais vão no sentido oposto: quando a escola multiplica faltas disciplinares e conselhos de turma para propor aplicação de suspensões, não esta a resolver o problema do aluno, está provisoriamente a resolver o problema do professor.”

Indicação da obra: Professores de todas as áreas, pedagogos, e pais.

Espero que tenham gostado e que de alguma forma possa ajudar.

Até o próximo post!